segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A dor de um poeta

Pior para um poeta
É a imensidão do branco
O sumiço, o vazio
De mirar a folha em  branco.

O pensamento que voa
A palavra que soa
E nada sai
O e daí?

Mas, de repente
Como chama ardente
Elas saem...
Palavras, letras, sons
Estrofes, meios, tons

Tudo. Cada coisa diferente
Surge na nossa frente
E não para mais.
Aí tudo preenche
Vai até que enche

                                  A folha que era em branco!

By Natali Pires de Campos